terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Pela Pena de Morte

À primeira vista pode parecer um comentário ao estilo ultraconservador elitista feito por um playboy que acabou de ser assaltado. Mas ao expressar tal idéia, não me refiro a criminosos de baixo escalão, emergentes das classes desfavorecidas (muito menos a mim mesmo como “playboy”)... Refiro-me a bandidos realmente perigosos, inescrupulosos e que respaldam suas exemplares atitudes na vontade popular: os políticos.

Seria injusto responsabilizar toda a classe pelos problemas sociais que nos estigmatizam. O célebre jornalista político, Franklin Martins sempre afirmou que apesar de haver um descrédito geral com relação aos políticos, existe, mesmo entre eles, uma grande disposição em melhorar a situação do país.

No entanto gostaria de agredir e fazer um clamor pela aplicação da pena de morte a alguns políticos interessados sobremodo em aumentar os dividendos bancários e a própria permanência no poder às custas da “soberania popular”, termo que eu nunca vi tão distorcido nos últimos anos. Segue a lista:

Cássio Rodrigues da Cunha Lima, vulgo Diabo da Paraíba, acredita (ou diz acreditar) que a decisão [unânime] do TSE pela sua cassação será revista [eu vi isso aqui]. Para os que estiveram mais alheios ao processo que durou 1 ANO E 6 MESES e até agora se arrasta, o motivo DESTA cassação foi a compra de votos em período eleitoral utilizando o famigerado cheque-moradia. A defesa alega que o recurso é previsto em lei e também no orçamento (ou seja, legalizaram a compra de votos). Sem entrar nos méritos jurídicos do processo, consideremos como justa a decisão unânime dos 7 juízes do TSE (não, ninguém com juízo compra um juiz federal que ganha muito mais do que sonhamos ganhar um dia, quanto mais sete!). Outro argumento da defesa, que se estende a muitos paraibanos, é que o governador que foi eleito pela “soberania popular” (1.003.000 - um milhão e três mil votos) não deve ter seu mandato extirpado pela justiça. Ora, considerando que 35 mil cheques da FAC compraram 35 mil famílias que devem ter em média 2 ou 3 integrantes (talvez mais) em condições de votar, imagine quantos beneficiados ajudaram a “soberania popular” a se consolidar.

Ainda se arrasta em instância inferior outro processo de cassação, desta vez pelo uso do jornal oficial do Estado, A União, como ferramenta eleitoreira (eu posso afirmar não só como jornalista, mas como amigo de outro jornalista que defendeu sua monografia em cima de um estudo científico feito sobre o conteúdo do referido jornal no período de julho a novembro de 2006, que Cássio usou sim o periódico como meio de se reeleger).

Cícero Lucena foi pego pela Polícia Federal com a mão na massa e saiu algemado de sua residência, logo após o fim mandato. O motivo foi o singelo superfaturamento de obras na Capital que permaneceram inacabadas (entre elas o canal do Bessa, que fica logo ali, atrás da minha casa). O pior é que esse elemento foi eleito senador do estado da paraíba (com minúsculas mesmo). – nesse momento quase sai um palavrão aqui –

Tá bom, isso já tem mais de dois anos, não adianta mais chorar. O que me faz defender a pena de morte para indivíduos assim é o fato de um imundo desse querer macular o atual prefeito, Ricardo Coutinho [acredite, eu vi isso aqui]. Cícero acha que tem moral suficiente para clamar ao Ministério Público Federal que investigue a atual administração. Se você acha isso coerente, por favor... – quase sai outro palavrão –

Já tomei muito o espaço do blog com esses picaretas, mas existem muitos outros: Eitel Santiago (que afirma não existir pistolagem na Paraíba... imagina...), Efraim Morais (um dos maiores adeptos da pistolagem na Paraíba... tá explicado...), Carlos Dunga (sanguessuga), Ney Suassuna (sanguessuga)... falando em sanguessuga, vocês sabiam que, à época, SEIS dos DOZE deputados federais paraibanos e um senador estavam envolvidos?

Talvez eles não mereçam a morte... talvez os eleitores paraibanos mereçam a morte. E estão pagando com a vida [literalmente] pela decisão equivocada. O Hospital de Emergência e Trauma vive em crise, os hospitais do interior servem de estábulo, a segurança policial no estado praticamente inexiste e o governo não negocia... pelo contrário, simplesmente fecha os olhos e ignora um problema que está nu à frente de todos!

É de matar!

6 comentários:

Espinho de Quiabento disse...

Fortes palavras! se os pequenos ladrões pagam nas prisões ou nos túmulos, muito justo que estes (parafraseando você: quase sai um palavrão - kkkk)... peguem a pena capital pelos crimes descarados que têm cometido com a complacência da justiça. Uma dica: execução em praça pública, nos moldes antigos, que tal forca?

Fordelone disse...

Assassinos? Vamos matar todos!

LindenbrocKaramazov disse...

instiguei o ódio da galera!

kkkkkkkk

vamos matá-los politicamente!

Lunnäe Psï disse...

É de matar, notar-se q dentre tumultos e mais escândalos possa perceber q os “eleitores” repitam a mesma atitude, possibilitar a esses “indivíduos” o poder para se elegerem.
Francamente, a quem deve-se a pena de morte mesmo?

Espinho de Quiabento disse...

De fato, a moça tem razão. Sabendo que não são mais do que palavras, afinal não mataremos ninguém, devemos admitir que um dos nós mais apertados da questão está no comportamento eleitoral... Há muito a se explorar nos jogos desta democracia, que não senão uma democracia do espetáculo...

Sophia disse...

Pena de morte? Para quem? Para os atores que encenam num cenário político fantasioso, que enganam, que mentem, que corrompem e interpreta a consolidação da democracia (e o que é isso mesmo? Ela existe?), da paz, da moralidade OU dos espectadores que passivamente aceita o abominável espetáculo, mas aceitam, não porque são inocentes, puros, mas, porque faz parte de uma política nojenta apresentada imposta e acolhida?

Punição, tortura e morte... NÃO AS PESSOAS, mas a pequenez dos políticos e dos eleitores.

E o que estamos para mudar essa realidade?