terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Anominado


Rabisco... Eu sujo as idéias que ainda não apareceram. Nesses riscos exponho o que há de mais impróprio. São as constatações de uma visão determinista e imutável da mudança.
O que é mais livre do que o ato de se expor? De se transformar? O que é mais livre do que ser a exposição do determinismo interno?!
Mostrar-se como nécta da vida, valorizar a aspereza das frustrações, machucar-se com a queda dos grandes saltos.
Ser livre é escrever palavras soltas no rabisco que é o ser humano, tentar decifrar a tempestade do ser que é a liberdade.

4 comentários:

Espinho de Quiabento disse...

uma idéia com a qual afino de cara, é a liberdade encarada como exercício e não como estado. É óbvio que em certo sentido estamos determinados pelas pressões de "dentro", como também de "fora". Só que isto não esvazia o sentido da liberdade. Estar livre não significa estar isento de qualquer condicionamento. Significa ao contrário, exercitar-se reflexivamente, rabiscando o destino (incerto), contra a imposição da inércia e da reprodução. Rabiscar sabendo que somos responsáveis por parte do desenho, mas que alguns traços se complementam somente quando o esboço toma a forma e sai por aí fazendo-se vida. Gostei muito. Parabéns Lunnae Psi.

Gilliard disse...

Acho que o maior ato de liberdade de um ser humano é simplesmente sonhar... Por mais preso que ele esteja, seja de maneira física, mental ou espiritual, ele nunca deixa de sonhar...

Sonhe também, querida amiga!

Gilliard disse...

Acho que o maior ato de liberdade é sonhar... Esse tipo de asa nunca pode ser cortado...


Sonhas, minha querida amiga?

Constantin Constantius disse...

Lunnae Psi, teu texto é pequeno mas denso de significado... e mistura de modo bem paradoxal a liberdade e o determinismo...

Embora, a Razão nos leve a concluir que não existe liberdade, a Sensação nos leva a concluir de modo imediato a existência da mesma. Sabemos que somos livres e podemos utilizar desta liberdade...

Existe um Mistério da Existência que a Razão não pode nunca Desvelar... Pois, este Mistério da Liberdade desmonta qualquer Lógica!

Parabéns pelo texto!