domingo, 17 de maio de 2009

Jurisprudência








Vou pedir uma indenização por cada lágrima
E como, eu poderia saber?
Por que essa mudança agora?
Por que não em outra hora?

Iria eu poder processá-lo?
Por incentivar a tolice se nada ter feito?
E quem iria me advogar neste pleito?

Esse é aquele tipo de causa perdida
Não se pode entrar com recurso
Mudar um discurso e tudo ser igual

Acho que o ideal seria a terapia
Numa base de utopia “curar” completamente esse mal
Não poderia haver vingança
Relatar apenas as lembranças para o meu “Doutor”

E com isso esqueceria as ciências jurídicas
E entenderia minhas “patologias” como “normais”
Quem sabe assim mudaria de área
Numa felicidade encontrar tranqüilidade na soma exata
Porventura outro ramo humano
Para deixar meu coração menos tristonho

Passado o fardo e os meus pré-julgamentos
Lembro que a base de toda a realização
Está na importância desse autor
De traduzir dores tão sofridas relacionar com a vida
E nada sobrepor.

3 comentários:

Gilliard disse...

Sentimentos são anárquicos! Não há leis, principalmente ao amor...

Sophia disse...

Nada melhor do que uma poeta psicóloga, apaixonada pelo mundo jurídico. Desta tripla mistura, não poderia resultar em outra coisa: Brilhante seu texto!

Garanto, se este pleito resultar em sentença condenatória favoravel a você, mandarei que se cumpra! :D

Espinho de Quiabento disse...

muito bom...

só uma brincadeira: faltou o latim, juridiquês sem latim não é juridiquês... rs.